Por que temos que mudar nossa forma de compor?

 
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STREAMING MUDOU A FORMA COMO SE CONSOME MÚSICA E NÓS TEMOS QUE MUDAR TAMBÉM.

Ponto Final!

Alou!

É exatamente isso que escrevi no título desse blog…

E digo mais:

TEMOS QUE MUDAR COMPLETAMENTE A NOSSA FORMA DE PENSAR ARTE, DIVULGA-LA E “VENDE-LA”

O que somos hoje é um grande puxadinho do que éramos lá atrás, saca?

Pensamos marketing de forma ultrapassada e fazemos músicas em formatos que praticamente não existem mais.

Apenas adaptamos o pensamento velho no novo, sem entender de fato o que está acontecendo…

PUXADINHOS SÃO SEMPRE UMA MERDA!

TEMOS QUE PARAR DE FETICHIZAR O PASSADO

Inevitavelmente teremos que implodir e reconstruir nosso Modus Operandi.

Os românticos dirão que arte é algo que não se pode mexer, que a tal forma como se compõe é um processo artístico conectado com o divino, com o cósmico, com a alma, e todas as outras bobagens que escuto por aí.

O fato é que a forma como compomos e produzimos música sempre foi ditada pela tecnologia onde a música era escutada, os meios onde ela era promovida.

O resto é tudo baboseira.

Somos produtos da indústria, mas não só no produto final.

Já somos produto quando damos o primeiro acorde pra compor uma música!

Saca aquele momento em que "sentimos" que é preciso um refrão, quando nossa alma pede um segundo verso que cai numa linda ponte que, como mágica da inspiração, nos leva para o refrão final? Aí, no fim, colocamos um refrão dobrado para fechar divinamente próximo dos 3:40?

Tudinho Tudinho Tudinho Tudinho 100% determinado pelo mercado.

 

Se você ainda duvida de mim, vale uma rebobinada.

Vamos lá:

Se lá por volta dos anos 1890's tudo girava em volta dos singles, por conta do tal disco de Goma-Laca que só cabia 3.00 minutos de áudio, a partir de 1950 o tal suporte físico evoluiu para 52 minutos de áudio.

E o que aconteceu desde então??

Nasceu o tal formato de álbum que conhecemos e que, inacreditavelmente, fazemos até hoje.

Aí vieram as fitas cassetes, os tais CD's… Até que nos anos 2000 a coisa mudou completamente.

Pessoas já não se sentiam obrigadas a comprar álbuns e pagar caro por isso e passaram a ter a possibilidade de comprar ou baixar suas canções prediletas.

Como a real mesmo é que os tais CD's, na sua grande maioria, eram um amontoado de canções medianas a ruins e no máximo três boas, a coisa ruiu de vez… 

Aí chegamos no Streaming, Spotify…

Você já se perguntou como o Spotify funciona?

Você já leu sobre como as pessoas consumem música no Spotify?

Você já teve o interesse de pesquisar qual a taxa de skip médio no Spotify?

Se as estatísticas abaixo não te convencerem que estamos fazendo tudo errado no tal "mode puxadinho” que falei acima, eu desisto!

 

TAXA DE SKIP NO SPOTIFY:

24% das pessoas param de escutar um determinado single antes dos 5 segundos.

28% das pessoas param de escutar um determinado single antes dos 10 segundos.

35% das pessoas param de escutar um determinado single antes dos 35 segundos.

Se antes tínhamos que obedecer as normativas criadas pelos antigos gatekeepers (rádios, Tv's, gravadoras etc…), hoje quem dá as ordem é o ouvinte.

E temos duas LUTAS ÁRDUAS aí:

  • Ser achado

  • Sobreviver aos 30 segundos na melhor das possibilidades…

Temos que rever nossos conceitos, tentar implodir nossos puxadinhos e construir as coisas de uma forma diferente. Pelo menos eu estou há 6 anos nessa busca insana. Não é fácil e requer muito esforço. Mas não perceber as mudanças ao nosso redor é a fórmula perfeita para sermos excluídos do mercado.

Vou fechar esse texto com um pedaço de uma letra do meu amigo da vida inteira Gabriel Pensador:

Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Por hoje é isso!

Beijos

Clê

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