AS GRAVADORAS ESTÃO POSSESSAS! O Spotify fura o olho de geral e já assina contrato direto com artistas.

 
 

Hey!! 

Deu no New York Times! 

 

AGORA É OFICIAL! 

Spotify já assina contratos diretos com alguns artistas e deixa as gravadoras nervosas! 

 

O deal é o seguinte: 

O Spotify está oferecendo um cut maior aos artistas que assinarem com eles direto,  mas sem tira-los a liberdade de lançarem suas músicas nas outras plataformas digitais. 

 

Para quem não sabe:

Gravadoras recebem 52% da grana por stream e pagam apenas 15% do valor para os artistas. 

Infelizmente esse dinheiro não costuma chegar no bolso dos artistas como deveria ser...

 

Não é a primeira vez que vemos uma empresa de tecnologia reinventar o nosso mercado e tirar praticamente o poder de negociação das grandes companhias de "disco". Você pode argumentar que as Majors ainda tem os seus catálogos, mas na época em que Jobs deu um nó "tático" na turma eles também tinham os mesmos "poderes". Deu no que deu! 

Daniel Ek, assim como Jobs, tem sua própria agenda. 

Com seus 83 milhões de assinantes pagos e mais uns 100 milhões de ouvintes Freemium, ele sabe muito bem para onde quer levar sua companhia. 

 

A missão do Spotify é clara: 

Com um conjunto de ferramentas de marketing e um algoritmo potente, a empresa quer criar um ecossistema que permita que mais de 1 milhão de artistas possam viver bem de sua arte dentro da plataforma. Se os primeiros anos foram para aprimorar a experiência dos usuários, a próxima década será para aprimorar o outra lado da história. 

 

Se liguem no que o cara pensa! 

 
 

"Na próxima década queremos que a indústria musical veja a mesma transformação que os consumidores viram até aqui. No auge da indústria tínhamos um mercado Global de 45 bilhões de dólares. Hoje estamos na metade disso, mas eu não acho que o mercado seja necessariamente música comprada pois nosso mercado é muito maior que isso. Estamos falando de áudio. Dois bilhões de pessoas escutam rádio, e grande parte disso não é monetizado de maneira eficiente. Isso não volta para o artista de uma maneira real e nunca foi claro quem recebe o que nessa nesse game. Se formos olhar para rádio comercial de forma conservativa, estamos falando de um mercado global de 50 bilhões de dólares. Só nos Estados Unidos são 17 bilhões de dólares. O que as pessoas escutam? Em primeiro lugar música. O mercado é bem maior do que as pessoas imaginam. Em média hoje, consumidores escutam 4 horas de rádio por dia, que se alinha perfeitamente com a média de pessoas vendo televisão. Spotify é apenas uma pequena fração disso. A gente está por volta de uma hora por dia e temos um grande espaço para crescer. Se as pessoas ficarem duas horas por dia na nossa plataforma e os artistas poderem se comunicar direto com esses fãs, teremos uma nova economia e muitas oportunidades. Artistas poderão vender ingressos para os seus shows na nossa plataforma. O problema dos concertos hoje não são os grandes atos mas sim como encher casas de até 2.000 lugares. Não existe hoje eficiência no marketing para esse tamanho de artista... Mas se o artista souber de maneira precisa onde estão os seus fãs mais fiéis e tiver ferramentas para vender para essas pessoas teremos resolvido esse problema.  Assim podemos vislumbrar um mercado bem diferente do que as pessoas costumam enxerga-lo e moldar o futuro de como criadores vão se engajar com o seu público. It's not one-size-fits-all-anymore. Olhem o Netflix. As pessoas pensam que o Netflix está mais seguro por ter seu próprio conteúdo. Mas essa premissa está muito, muito errada. Para mim que a empresa está vencendo por uma razão bem diferente do que todo mundo acha. Eles estão vencendo porque até aqui se moveram mais rápido do que os outros."

Daniel EK

 

 

Pense em como o Google modificou o mercado de serviços e horizontalizou a porra toda. 

É bem por aí. 

Quem paga mais tem, logicamente, maior chances de obter espaço, mas quem tem relevância terá sempre o seu lugar no procurador do Google. 

Eu amo o SEO do Google!

Ele sempre te dá a melhor opção para sua busca. 

Prefiro algoritmos do que diretores artísticos, programadores de rádio... 

 

 

Por hoje é isso! 

Um grande abraço

Clemente Magalhães