Por que o Tiago Iorc fez tão bem para a cena indie?

 
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Hey!

Hoje o assunto é Tiago Iorc.

Acompanho a carreira dele há muito tempo, e tenho um puta orgulho pelo fato do CD “Zeski” ter sido feito aqui em nosso estúdio.

Grande álbum produzido pelo meu amigo Maycon Ananias.

Mas falar sobre Tiago Iorc sem falar de seu parceiro e empresário, Felipe Simas, seria uma injustiça.

Tudo ali é pensado a quatro mãos e, na minha opinião, se trata de um dos grandes cases da história recente da nossa indústria.

Temos que bater palmas sempre que um colega de profissão faz um trabalho brilhante.

Parabéns à dupla Simas!

Mas vamos ao tópico de hoje!

Por que o sucesso do Tiago Iorc fez tão bem para a música independente?

Então…

A maneira como descobrimos e consumimos música hoje é amplamente influenciada pela inteligência artificial por trás de plataformas como Spotify. Algoritmos cada vez mais perfeitos nos dizem o que escutar, nos sugerem artistas similares quando mostramos interesse por algo novo, e na medida em que interagimos mais e mais dentro desses “ecossistemas”, eles nos presenteiam com playlists cada vez mais certeiras.

É por isso que sempre que um artista de alta qualidade musical faz o crossover, uma "mágica” maravilhosa acontece:

  1. Milhares de fãs alucinados saem atrás do novo ídolo, o seguem nas plataformas digitais e o escutam sem parar.

  2. Imediatamente as plataformas começam a criar suas recomendações baseadas nesse novo hábito musical.

  3. Como o Tiago que faz um Pop/Folk não tão comum no Brasil, os algoritmos tem que dar seu jeito.

Resultado:

Seu sucesso acaba respigando em muita gente boa que não tem acesso à grande mídia.

Olha que maravilha!

Para ilustrar de maneira bem simplista o que estou dizendo, fiz um MUSIC MAP que segue uma lógica bem similar na hora de criar suas recomendações. Quanto mais próximos um artista está do Tiago Iorc no mapa abaixo mais similar ele é considerado.

Se você for agora no Spotify e criar uma rádio dele você verá que muitos desses artistas estarão presentes.

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Fora um CPM aqui e um NXzero acolá, reparem a quantidade de música de ALTA qualidade que acaba caindo no radar da multidão de fãs do cantor.

Nesse movimento, sempre que alguém mais palatável para as multidões se destaca nacionalmente o nicho de onde esse artista veio se fortalece.

Essa transferência de audiência que antes era impossível se tornou algo comum a medida em que o streaming cresce. Se olharmos esse mapa com atenção, da para entender o crescimento consistente de artistas como Rubel, 5 à Seco, Esteban, Tiê, Paulinho Moska, Jeneci…

E ainda tem gente que reclama da remuneração do Streaming…

Por hoje é isso. 

Um beijo enorme para todos!!

Clemente Magalhães