Tudo que você escutou sobre streaming está errado. Sorry...

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As pessoas têm que olhar para o futuro porque o conceito ‘free’ já existe”. Mas este é um péssimo argumento quando você diz, por exemplo “Eu não quero minha música em nenhum serviço que ofereça a opção gratuita”, quando isso já esta acontecendo. Você está ignorando o futuro. O furacão Katrina está vindo e você está preferindo ficar em casa agora
— Troy Carter, Empresário de Jonh Legend & Meghan Trainor

Hey!!!

Todos nós já ouvimos histórias como "Minha música foi tocada 168 milhões de vezes e eu só ganhei 4.000 dólares." O título é mortal e rodou a internet.

 

Mas vamos aos fatos:

1- O cidadão era apenas o autor de uma faixa com outros compositores.

2- Isso aconteceu na Pandora.

3- Plataformas de streaming não interativas como Pandora pagam bem menos que as interativas Spotify e Apple Music. 

 

O artista dessa faixa, na real, ganhou muito dinheiro. 

 

Nos foi repetido milhares de vezes que o streaming iria destruir a nossa industria, assim como essa mesma indústria achou que o gravador de cassete detonaria tudo porque poderíamos gravar a rádio. Anos depois o mimimi era por conta dos queimadores de CD's, em seguida downloads, Napster... E, enfim, chegou a hora do Spotify. A indústria da música tradicionalmente sempre lutou contra inovação e sempre perdeu...

 

Inovação em tecnologia é inevitável.

 

Esqueça todas as balelas que você escutou sobre remuneração nas plataformas de streaming. Hoje elas dão muito mais dinheiro que CD ou download digital. 

a)Formatos mudam.

b)Média de preços mudam.

c)Percepção de valor muda.

 

Pouca gente quer pagar 29 reais num CD mequetrefe com encarte safado pra escutar duas músicas boas no máximo. 

 

Quando Steve Jobs quebrou o conceito de álbum e permitiu que singles fossem vendidos separadamente as gravadoras ficaram furiosas pois não teriam  como obrigar pessoas a pagar um preço absurdo por um CD. Na real, grande parte das pessoas abre mão de uma super qualidade por conveniência. E pagam por isso. Cassete bombou no mundo quando o som do vinil era muito melhor. Me lembro bem de gravar fitinhas com as músicas que eu mais curtia e rezar pra conseguir cortar antes de entrar o maldito locutor falando. O fato é que o bacana era poder levar a música comigo no meu walkman amarelo da Sony, e isso não tinha preço. Aliás... Tinha e era bem caro! 

CD então era uma maravilha! Sorry... Pra quem tem 44 anos, comprar um CD player na época era como sair da caverna. Nada de agulhas, ruídos, arranhões, aqueles discos enormes ocupando espaços, a tal capa de papel totalmente destruída pelo tempo... O som do vinil era melhor? Sim. Mas foda-se! (hahahahaha) Mais uma vez a tal conveniência deixou a tal qualidade aniquilada no ringue. 

 

Aí chegou o Napster... 

 

Quem conseguiu parar o Napster? iTunes. Por que? Porque o gênio Steve Jobs tornou tudo ainda mais conveniente. Claro que o som era mais comprimido, mas quem ligava pra isso? As pessoas sempre escolhem o que é mais simples, mais prático, mais intuitivo. E enfim a máquina do tempo chegou até os dias de hoje. Quem jogou o itunes ladeira abaixo? Spotify. Por quê? Adivinhem... 

 

Não dá pra voltar no tempo. Downloads nunca mais voltarão, assim como cassete e vinil nunca mais terão seu pico, como nos anos 80. 

“Don’t fetishized the past”
— Tim Quirk
 
 
 

Música tem profunda importância na vida das pessoas e fãs continuam dispostos a gastar com seus artistas prediletos, mas de uma forma que faça mais sentido para eles. 

Está na hora de colocarmos os fãs em primeiro lugar, entendermos seus desejos, hábitos de consumo e produtos que eles façam questão de comprar e gastar bem mais do que os tais 29 reais por um CD. 

Por hoje é só. 

Beijos