ARTISTAS AINDA QUEREM SER POPSTAR E GRAVADORAS REPLICAM MÉTODOS DO PASSADO. A TRISTE HISTÓRIA DA INDÚSTRIA MUSICAL...

 
 
 
Auto-promoção. Se você não quiser fazer nada disso , é melhor nem sair da sua casa.
— Ben Folds

 

Queridos, infelizmente o Ben Folds está coberto de razão. 

Ser artista nesse novo mercado da música é saber gerenciar as redes sociais com maestria e personalidade, se auto administrar, entender de photoshop, edição de vídeo, mala direta, comércio online, network, direitos autorais, finanças...  Ufa!  E tenho certeza, que nada disso estava nos seus planos, quando o primeiro instrumento foi comprado.  

 

Um artista é hoje uma startup, trabalhando pesado até aparecer um primeiro investidor que possa levar o trabalho para um próximo estágio. Pode ser um empresário, um selo, uma major, uma marca... Até lá, e certamente para todo o sempre, você terá que dividir seu tempo 50/50 entre música e Business e esquecer a idéia de viver como um popstar. 

 

Podemos dizer o mesmo sobre o outro lado do jogo.

 

Gravadoras tem se perguntado, nos últimos 15 anos, qual a melhor forma de lidar com tantas transformações e até agora não encontraram a resposta.

Tem-se ignorado o motivo por elas existirem: Os fãs.

Ainda se olha os fãs como números frios em planilhas de excel. 

Pergunte a um profissional de marketing de gravadora qual é o público de um artista e a resposta será inconclusiva. O diálogo irá certamente para que tipo de rádio poderia tocar o artista, vai se falar de imprensa, talvez sobre algum tipo de aparição paga em canal do Youtube ou qual playlist poderá rolar um jabá pra música ser incluída. 

Quando não entendem nada dizem que no Brasil isso não funciona... 

 

O que se vê é sempre uma replicação de velhos métodos ao mundo online:

 

Pagar pra tocar em rádio = Pagar pra tocar no Playlist

 Aparecer em um programa de TV = Aparecer em um canal do Youtube

E por aí o "raciocínio" continua... 

E o aprendiz de Blogueiro aqui pergunta...  

Por que ainda fazem o “plano de marketing” como se o produto final fosse um maldito pedaço de plástico.
— Clemente Magalhães

Economizam no designer, no papel, no número de páginas, no fotógrafo, no figurinista...

E mais uma pergunta... 

Se o CD é hoje um item de colecionador por que fazer um produto tão vagabundo?
— Clemente Magalhães

 

Hoje menos de 30% do público do Youtube está lá para escutar música. 

Youtubers nos mostram o caminho, mas o mercado da música insiste em ignorar: Constância, fidelização, cultura da plataforma, cross-promotion ... 

SNACK CONTENT !!

Youtubers entenderam a cultura da plataforma!!! 

Artistas da música vão lá para se promover.... 

O resultado é esse aí... 

We're so fucked up... 

 

 
Captura de Tela 2018-01-26 às 8.38.50 AM.png
 

The Music Industry don't drive culture anymore! It's a fact!

 

Por hoje é isso. 

Valeu!